segunda-feira, 6 de maio de 2013

O bar número um, o original.


Essa crônica, estava guardada há muitos meses no caderno, tinha preguiça de digita-la, hoje tomei vergonha na cara e resolvi publica-la, tenho mais duas que publicarei com o tempo.
E assim ela começa:

Há muito tempo, existiu um bar diferente, suas bebidas eram feitas de extratos de sentimentos, e tinha 4 tipos de bebidas: Amor, Maldade, Inspiração e Tristeza.
Todo o tipo de gente frequentava aquele lugar, desde o mais sublime poeta, até o mais vil assassino.
Naquele bar, só existia duas regras, que estava pregada em um quadro de madeira na parede, e elas diziam o seguinte:
1° Nunca misture dois ou mais sentimentos no mesmo copo.
2° Só beba os sentimentos que condizem com o seu estado de espirito.

E é nessas duas regras, que a história de 4 pessoas serão contadas. E elas começam assim...
O barman do estabelecimento, trabalhou ali por muitos anos, mas sempre com a mesma questão martelando em seus pensamentos: e se eu misturar as bebidas, o que acontece ?
Foi quando a oportunidade de testar a sua questão apareceu. Naquele noite ele comandava o bar sozinho, o dono precisou sair para resolver um problema urgente.
Nisso, veio um jovem apaixonado, que por não ter o amor correspondido, se embriagava de amor. O jovem pediu uma dose de amor, porém o barman misturou com o amor, maldade; e o jovem adorou aquele novo sentimento, um calor tomou conta do peito dele e ele se imaginou matando o seu grande amor, e isso lhe trouxe contentamento, uma espécie de alívio, pois agora, ninguém poderia tê-la. O barman, percebeu que um novo sentimento fora criado, resolveu chama-lo de raiva.
Como de costume, chegou o poeta, e pediu a sua dose habitual de inspiração, só que dessa vez, o barman misturou a inspiração com o amor . O poeta bebeu, e sentiu os olhos brilharem e o coração palpitar, um novo tipo de poesia seria criado naquela noite, e o mais sublime dos poemas de amor foi criado naquela noite.
O assassino, percebendo as diversas reações das pessoas ao beber as bebidas, pediu uma dose de maldade. O barman é claro lhe serviu, mas misturou maldade com tristeza, o assassino bebeu, e como se houvesse recebido um tiro, um novo sentimento o arrebatou, ele não sabia que esse sentimento era chamado de remorso, tudo o que ele sentia no momento era um vazio dentro de si, e para onde olhava via os rostos de todas as suas vítimas e começou a sentir mal por ter tirado tantas vidas.
O barman, percebendo que cada vez que ele misturava os sentimentos, as reações eram completamente distintas das costumeiras, ficou muito intrigado e resolveu misturar todos os sentimentos e beber para provar também, e assim ele o fez.
No primeiro gole, ele sentiu como se tivesse bebido uma bola de fogo, não sentiu nenhuma emoção diferente, por isso repetiu a dose, só que nada, colocou dose dupla e bebeu.
Então em um lance muito rápido, sentiu uma explosão de sentimentos. Era tanta emoção que ele mal conseguia andar, e foi cambaleando para frente, tentou falar, mas a língua não correspondia, começou a se frustar, sentou no chão e ali mesmo durmiu.
Foi quando o dono do estabelecimento chegou e viu a seguinte cena: um garoto blasfemando contra a sua amada, um escritor vivendo o ápice de sua inspiração, o assassino chorando no canto e o seu funcionário, durmindo no chão envolto em uma pilha de vômito.
E então ele pensou, eles descobriram a cachaça.

Uma bagatela


Ela é bonita, é faceira, tem um ótimo gingado
Ela diz que você é lindo, e que marcou a noite dela
Ela te encanta, e diz estar encantada por você
Ela te deseja, ela te quer...
E por apenas R$ 100,00 você sai com ela e ganha isso tudo.

Preparando um discurso político.

Se eu for eleito, eu vou roubar pra caralho...
Não, não, pera...
Se eu for eleito, eu vou comprar uma fazenda com 10 mil cabeças de gado...
Não, não pode ser assim...
Se eu for eleito, eu prometo não ligar para as suas necessidades e basicamente me esquecer que você existe...
Não, ainda preciso melhorar...
Se eu for eleito, eu prometo ir para o trabalho com carro do ano e motorista particular, enquanto você pega o ônibus lotado e fica igual sardinha em lata...
Não, precisa de alguns ajustes...
Se eu for eleito, eu prometo que meus filhos terão acesso as melhores escolas particulares e os seus filhos estudarão em escolas sucateadas e quase sem nenhum professor...
Não, isso vai gerar polêmica...
Se eu for eleito, quando um membro de minha família ficar doente, ele será tratado no melhor hospital, enquanto você morre na fila do SUS...
Não, ainda não está bom....
Tive uma ideia, já sei como fazer...
Se eu for eleito, eu não vou roubar, vou cuidar da pecuária, investirei em infra-estrutura para o transporte público, melhorarei a educação e a saúde.
E é claro, não me esquecerei de você, meu nobre eleitor(a).



domingo, 31 de março de 2013

A noite de cada dia

Noite é apenas um eufemismo para minha solidão que insiste em aparecer quando se está escuro
Eu tento mudar-lhe a conotação, mas a palavra que melhor se encaixa é noite
Os ruídos se tornam intenso e tudo que penso parece ecoar nesse mar silêncioso
As vezes não durmo, e as horas que passam tão rápido durante o dia se arrastam noite adentro
Penso, penso e só penso
A vida, meus erros passados, os meus acertos, meus temores e os meus sonhos são mais forte nesse horário  de reflexão
O noturno tem essa mística, que nos faz perceber o quão insignifcante somos diante da vastidão do universo, e mesmo assim somos únicos
Mesmo que eu nunca venha lhe conhecer e mesmo que você também não me conheça, nós existimos
E nos preparamos todos os dias para a chegada da noite.

domingo, 27 de janeiro de 2013

Seresta a moda antiga

Anos gloriosos que se passaram
Muitas histórias nós temos e estamos contando aqui, nessa mesa de bar
Eu, com meu violão, ele com o tam tam, o outro com o pandeiro e mais um com o afoxé
Relembro cantando as músicas de minha juventude, quanta coisa vi, quanto que eu vivi e nesse momento relembro nitidamente
O coração aperta quando cantam uma música que eu cantei para um grande amor
Ah, os meus amores, foram tantas aventuras e tantos dissabores, mas que agora causa nostalgia ao relembrar
O meu repertório musical é vasto, e assim é a minha saudade
Mas estou feliz, pois tenho meu violão e a minha memória, e agora não preciso de mais nada, a não ser uma cerveja e um cigarrinho.

sábado, 19 de janeiro de 2013

Um poema Mórbido

Morte, eu tenho medo
Morte, não a compreendo
Morte, as vezes me fascina
Morte, hoje estou aqui, amanhã não
Morte, precoce ou tardia
Morte, por outros
Morte, por si mesmo
Morte, sem distinção de idade, cor ou religião
Morte, o enigma da vida
Morte, por que não me leva logo
Morte, não quero que chegue nunca
Morte, de inocentes
Morte, de culpados
Morte, o nosso destino
Morte, as nossas vidas.

sábado, 5 de janeiro de 2013

Pensamentos Aleatórios

Não sei se isso é uma poesia ou qualquer outra denotação que queira dar...
O fato é que estou escrevendo isso sem pensar em absolutamente nada
Tudo que vem na minha mente eu escrevo, sem apagar ou consertar, uma improvisação... que merda vai sair não faço ideia
Mas para que me importar, não ganho dinheiro escrevendo, escrevo por que gosto
Nesse exato momento eu entrei em contradição, eu disse que estava escrevendo tudo o que vinha na minha mente sem apagar, e apaguei um pensamento que escrevi....
Você nunca vai saber qual foi esse pensamento, por que eu o apaguei, mas você não liga, não é mesmo ? Eu muito menos...
Se você estava esperando que eu escrevesse sobre coisas aleátorias, como uma cadeira em cima de bujão de gás.... se fudeu, meu pensamento é bem conciso, mas para satisfazer o seu ego mediocre, eu posso escrever sobre pensamentos aleátorios, mas não agora, essa poesia acaba por aqui.


PS: Depois de meses sem olhar essa poesia, nem eu me lembro mais qual era o pensamento. Estamos quites, então.